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Guia de Medicamentos
Medicamentos organizados em prateleira de farmácia
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Guia prático

Guia de Medicamentos
para Atendentes de Farmácia

Tudo sobre receituários, controlados, antibióticos, GLP-1, armazenamento e uso seguro — direto ao ponto para o dia a dia no balcão.

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Portaria 344/98ANVISAReceituário

Receituários de Controlados

Portaria SVS/MS 344/98 — a base legal para medicamentos controlados no Brasil.

📘 Receituário Azul (Tipo A)

Para medicamentos da Lista A1 e A2 (entorpecentes e psicotrópicos)

O receituário AZUL é o documento de maior controle na farmácia. Ele é padronizado em todo o Brasil e tem validade de 30 dias a partir da data de emissão.

🔹 Medicamentos que exigem receituário azul: • Morfina e derivados (analgésicos opioides fortes) • Metadona (usada em tratamento de dependência química) • Oxicodona, Fentanil, Petidina • Ritalina (Metilfenidato) — TDAH • Anfetaminas

🔹 Regras obrigatórias no balcão: • Verificar se o receituário é original (não aceita cópia) • Conferir a identificação do paciente e do prescritor • Validar o carimbo e a assinatura do médico • Registrar no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados) • Manter o receituário retido na farmácia por 2 anos • A quantidade prescrita não pode exceder 30 dias de tratamento

🔹 Atenção! Se houver qualquer rasura, divergência ou data vencida, o medicamento NÃO pode ser dispensado. Encaminhe o cliente ao farmacêutico responsável.

Sabia que?

A cor azul do receituário não é por acaso — o azul não aparece em fotocópias coloridas comuns, o que dificulta falsificações. É uma medida de segurança documental!

Ilustração: 📘 Receituário Azul (Tipo A)

📋 Receituário Branco (Tipo B)

Para medicamentos da Lista B1 (psicotrópicos) e retinol

O receituário BRANCO de controle especial é o mais comum no dia a dia da farmácia. Ele segue regras específicas:

🔹 Medicamentos que exigem receituário branco (B1): • Benzodiazepínicos — Clonazepam (Rivotril), Diazepam, Alprazolam (Frontal), Lorazepam • Zolpidem (para insônia) •Codeína e derivados (xaropes para tosse com codeína)

🔹 Outros controlados com receituário branco: • Anabolizantes esteroides (Lista C5) • Isotretinoína (Roacutan) — medicamento para acne • Talidomida • Finasterida 1mg (para calvície)

🔹 Regras obrigatórias no balcão: • Validade de 30 dias (para psicotrópicos B1) • Validade de 60 dias (para retinoides de uso tópico) • A receita pode ser de qualquer profissional habilitado (médico ou dentista) • Retenção da 1ª via na farmácia • Devolução da 2ª via ao paciente (comprovante de atendimento) • Quantidade máxima: 60 dias de tratamento para psicotrópicos

🔹 No balcão: muitos clientes que usam Rivotril ou Frontal podem ter dúvidas sobre o uso prolongado. Oriente que esses medicamentos causam dependência e não devem ser interrompidos abruptamente.

Sabia que?

O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de benzodiazepínicos. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira adulta faça uso contínuo desses medicamentos — o que reforça a importância da orientação farmacêutica no balcão.

Ilustração: 📋 Receituário Branco (Tipo B)

📄 Notificação de Receita (Antimicrobianos)

RDC 471/2021 — o controle de antibióticos na farmácia

Desde 2010, a ANVISA exige controle especial para antibióticos. A RDC 471/2021 é a norma atual que regulamenta a dispensação:

🔹 Medicamentos controlados por esta RDC: • Amoxicilina e Amoxicilina + Clavulanato • Azitromicina • Cefalexina • Sulfametoxazol + Trimetoprima • Nitrofurantoína • Metronidazol • E praticamente TODOS os antimicrobianos de uso sistêmico

🔹 O que o atendente precisa conferir no balcão: • A receita deve ser de um profissional habilitado (médico ou dentista) • Deve conter dados legíveis do paciente e do prescritor • O medicamento, dose, posologia e duração do tratamento • Data e assinatura do prescritor • Validade de 10 dias a partir da emissão (exceto para receitas de controle especial, que seguem prazos próprios) • Retenção da 1ª via na farmácia

🔹 Regras importantes: • A receita NÃO precisa ser de modelo oficial (pode ser receituário comum) • A dispensação é limitada à quantidade prescrita • A farmácia deve manter a receita retida por 2 anos • O paciente tem direito à 2ª via como comprovante

🔹 Atenção: antibióticos NÃO tratam gripes e resfriados (que são virais). O uso inadequado contribui para a resistência bacteriana — um dos maiores problemas de saúde pública do mundo.

Sabia que?

A resistência bacteriana é considerada pela OMS uma das 10 maiores ameaças à saúde global. Estima-se que, se nada for feito, 10 milhões de pessoas poderão morrer por ano até 2050 devido a infecções resistentes a antibióticos.

Ilustração: 📄 Notificação de Receita (Antimicrobianos)
GLP-1DiabetesObesidade

Agonistas GLP-1 — Ozempic, Wegovy, Mounjaro

A nova geração de medicamentos para diabetes tipo 2 e perda de peso — o que todo atendente precisa saber.

💉 O que são os agonistas GLP-1?

Uma classe revolucionária de medicamentos

Os agonistas do receptor GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1) são medicamentos injetáveis que imitam um hormônio natural do nosso corpo. Eles agem em múltiplas frentes:

🔹 Como funcionam? • Estimulam o pâncreas a liberar mais insulina quando a glicose está alta • Reduzem a produção de glucagon (que aumenta a glicose) • Retardam o esvaziamento do estômago — você se sente cheio por mais tempo • Atuam no cérebro, reduzindo o apetite e a vontade de comer

🔹 Principais medicamentos disponíveis no Brasil: • OZEMPIC (semaglutida) — aprovado para diabetes tipo 2, 1x por semana • WEGOVY (semaglutida) — mesma substância, dose maior, aprovado para obesidade, 1x por semana • MOUNJARO (tirzepatida) — agonista duplo GLP-1 + GIP, mais potente, 1x por semana • TRULICITY (dulaglutida) — diabetes tipo 2, 1x por semana • VICTOZA (liraglutida) — diabetes tipo 2, uso diário • SAXENDA (liraglutida) — obesidade, uso diário

Sabia que?

O Ozempic ficou tão famoso que virou assunto de novela e de redes sociais. Mas atenção: ele é um medicamento de uso contínuo para diabetes tipo 2. O Wegovy, com dose maior, foi aprovado especificamente para obesidade. Ambos exigem receita e acompanhamento médico!

Ilustração: 💉 O que são os agonistas GLP-1?

🧊 Armazenamento e Aplicação

Cuidados essenciais com os injetáveis GLP-1

Os GLP-1 são medicamentos biológicos (proteínas) e, por isso, são muito sensíveis à temperatura. O armazenamento correto é CRÍTICO para a eficácia do tratamento.

🔹 Armazenamento na farmácia (antes da dispensação): • Manter na geladeira entre 2°C e 8°C • NUNCA congelar (se congelar, perde o efeito) • Proteger da luz • Verificar a data de validade antes de dispensar

🔹 Orientações ao cliente no balcão: • Manter na geladeira até o primeiro uso • Após aberto: pode ficar em temperatura ambiente (até 30°C) por até 30 dias (Ozempic/Wegovy) ou 28 dias (Mounjaro) • NUNCA usar se o líquido estiver turvo, descolorido ou com partículas • Aplicar 1 vez por semana, sempre no mesmo dia da semana • Locais de aplicação: abdômen (preferencial), coxa ou braço • Rotacionar os locais de aplicação para evitar nódulos • A agulha é descartável — usar uma nova a cada aplicação

🔹 Efeitos colaterais comuns: • Náusea (muito comum nas primeiras semanas) • Vômito, diarreia ou constipação • Perda de apetite • Dor de cabeça • A dose é iniciada baixa e aumentada gradualmente para minimizar os efeitos

🔹 Atenção: Orientar o cliente a procurar o médico se tiver: • Dor abdominal intensa (pode ser pancreatite) • Vômitos persistentes • Alterações na visão • Reações alérgicas

Sabia que?

A semaglutida (Ozempic/Wegovy) é uma versão sintética de um hormônio encontrado na saliva do monstro-de-gila, um lagarto venenoso do Arizona! A natureza inspirou uma das maiores revoluções farmacológicas da história.

Ilustração: 🧊 Armazenamento e Aplicação
ArmazenamentoSegurançaConservação

Armazenamento Correto de Medicamentos

Temperatura, luz e umidade — os três inimigos dos medicamentos. Saiba como orientar seus clientes.

🌡️ Temperatura — o fator mais crítico

Medicamentos não podem passar calor nem frio extremos

A temperatura inadequada é a principal causa de perda da eficácia dos medicamentos. Cada tipo tem suas exigências:

🔹 Temperatura ambiente (15°C a 30°C): • A maioria dos comprimidos, cápsulas e drágeas • Xaropes e suspensões (desde que não indicado outro armazenamento) • Pomadas e cremes dermatológicos • Cole calcários

⚠️ Cuidados com calor: • NUNCA deixar medicamentos no carro — o interior pode passar de 60°C! • Longe do fogão, forno e micro-ondas • Em janelas ou locais que peguem sol direto • Em cima da TV ou geladeira (locais que esquentam)

🔹 Geladeira (2°C a 8°C): • Insulinas (não congelar!) • Agonistas GLP-1 (Ozempic, Wegovy, Mounjaro) — antes de abrir • Colírios (alguns, verificar bula) • Probióticos • Certos antibióticos líquidos (reconstituídos) • Vacinas

🔹 Congelamento é PROIBIDO para praticamente todos os medicamentos. Se congelar, descarte e não use.

🔹 Dica para o cliente: compre um termômetro de geladeira para garantir que o compartimento de medicamentos está entre 2°C e 8°C.

Sabia que?

Estima-se que até 30% dos medicamentos armazenados em casa estejam em condições inadequadas de temperatura. O lugar mais comum de erro? O banheiro! O vapor do chuveiro e a variação de temperatura aceleram a degradação dos remédios.

Ilustração: 🌡️ Temperatura — o fator mais crítico

☀️ Luz — a degradação silenciosa

Proteja os medicamentos da luz direta

Muitos medicamentos são fotossensíveis — a luz altera sua estrutura química e reduz a eficácia.

🔹 Por que a luz é perigosa? • A radiação UV quebra as moléculas do princípio ativo • O medicamento pode perder potência ou formar substâncias tóxicas • As embalagens âmbar (marrom) protegem contra a luz — NUNCA retire o remédio da embalagem original!

🔹 Medicamentos mais sensíveis à luz: • Nitroprussiato de sódio • Nitrofurantoína • Amoxicilina + Clavulanato • Vitamina B12 (injetável) • Anfotericina B • Doxiciclina e outras tetraciclinas • Soluções oftálmicas (colírios)

🔹 Orientações ao cliente: • Guardar medicamentos em armário fechado (longe da luz) • Não deixar comprimidos em cima da mesa ou balcão • Manter na embalagem original (não transferir para potes genéricos) • Blisters abertos podem ser guardados em pote opaco com tampa • Colírios: fechar bem após usar e proteger da luz

🔹 No balcão: se o cliente reclama que o medicamento "não está fazendo efeito", pergunte como ele está armazenando. Pode ser um problema de conservação!

Sabia que?

As embalagens âmbar não são por acaso — o vidro marrom/bloqueia comprimentos de onda entre 290-450 nm (UV e luz azul), que são justamente os que mais degradam princípios ativos. É uma tecnologia simples, mas incrivelmente eficaz!

Ilustração: ☀️ Luz — a degradação silenciosa

💧 Umidade — o inimigo invisível

Banheiro e cozinha são os piores lugares para guardar remédios

A umidade acelera a degradação dos medicamentos e pode favorecer a contaminação por fungos e bactérias.

🔹 Problemas causados pela umidade: • Comprimidos efervescentes perdem o gás • Cápsulas moles grudam umas nas outras • Pó para reconstituição forma grumos • Adesivos transdérmicos perdem adesividade • Pomadas e cremes podem contaminar-se com fungos • A bula pode ficar ilegível (o papel úmido rasga)

🔹 Locais proibidos para armazenar medicamentos: • 🚫 BANHEIRO (o pior lugar! — vapor, calor e umidade) • 🚫 COZINHA perto do fogão (calor, vapor, gordura) • 🚫 Janelas (luz solar direta) • 🚫 Próximo à máquina de lavar (umidade constante)

🔹 Melhores lugares para guardar medicamentos: • ✅ Quarto: gaveta ou armário alto (fora do alcance de crianças) • ✅ Sala: armário fechado, em local fresco e seco • ✅ Geladeira: somente os que exigem refrigeração, na prateleira do meio (não na porta!)

🔹 Dica importante: o silica gel (aquele saquinho que vem em algumas embalagens) ajuda a controlar a umidade. Não jogue fora!

Sabia que?

O banheiro é o pior lugar da casa para guardar medicamentos, mas uma pesquisa mostrou que 40% das pessoas guardam remédios no armário do banheiro! O ciclo banho-vapor-secagem faz a temperatura e umidade variarem drasticamente várias vezes ao dia.

Ilustração: 💧 Umidade — o inimigo invisível
PosologiaSegurançaOrientação

Uso Correto de Medicamentos

Orientações práticas que todo atendente deve passar no balcão para garantir a eficácia e segurança do tratamento.

⏰ Horários e Posologia

Tomar na hora certa faz toda diferença

Um dos maiores desafios dos pacientes é seguir o horário correto dos medicamentos. Veja as orientações para repassar no balcão:

🔹 A cada 8 horas (3x ao dia) — antibióticos, anti-inflamatórios: • O ideal é tomar nos horários: 6h, 14h e 22h (ou: café, almoço e jantar) • O intervalo é de 8 horas, não de 6h ou 12h! • Manter o nível constante no sangue é essencial para a eficácia

🔹 A cada 12 horas (2x ao dia): • Exemplo: 8h e 20h • Mantém o nível do medicamento estável no sangue

🔹 1x ao dia: • Escolher um horário fixo (ex: sempre ao acordar ou sempre ao jantar) • Para pressão: de manhã (alguns médicos preferem à noite — seguir orientação) • Para colesterol: geralmente à noite

🔹 Em jejum (1h antes ou 2h depois de comer): • Levotiroxina (Puran T4) — tomar em jejum, 30 min antes do café • Alguns antibióticos — verificar bula • Bisfosfonatos (osteoporose) — em jejum, com água, aguardar 30 min

🔹 Durante as refeições: • Metformina (diabetes) — durante ou logo após refeições para evitar enjoo • Anti-inflamatórios — com comida para proteger o estômago • Alguns antifúngicos

🔹 Dica de ouro para o cliente: usar alarme no celular para não esquecer os horários.

Sabia que?

O horário mais esquecido pelos pacientes é o da noite (a cada 8h). Muita gente toma às 7h e 15h, mas esquece às 23h. Isso quebra o ciclo e reduz a eficácia, especialmente de antibióticos!

Ilustração: ⏰ Horários e Posologia

💊 Interações Medicamentosas

O que NÃO pode ser tomado junto

As interações entre medicamentos podem reduzir a eficácia ou causar efeitos perigosos. No balcão, você é a última barreira antes do paciente tomar algo errado.

🔹 Interações que todo atendente precisa conhecer:

1. Anticoncepcional + Antibiótico (Rifampicina) — reduz eficácia 2. Anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida) + Anticoagulantes — risco de sangramento 3. Anti-inflamatórios + Remédio para pressão — pode reduzir o efeito do anti-hipertensivo 4. Corticoides + Anti-inflamatórios — risco aumentado de úlcera gástrica 5. Levotiroxina + Cálcio/Ferro/Antiácidos — tomar com 4h de diferença 6. Álcool + Benzodiazepínicos (Rivotril, Frontal) — potencialização perigosa 7. Álcool + Paracetamol — risco de lesão hepática 8. Suco de toranja/grapefruit + Estatinas (colesterol) — risco de toxicidade 9. Fitoterápico Erva-de-São-João + Anticoncepcional — reduz eficácia 10. Antiácidos + Antifúngicos/antibioticos — tomar com 2h de diferença

🔹 No balcão: SEMPRE pergunte ao cliente: "Quais outros remédios você está tomando?". Mesmo quem já usa há meses pode estar iniciando um novo tratamento.

Sabia que?

O suco de toranja (grapefruit) é um dos maiores causadores de interações medicamentosas. Ele inibe uma enzima do fígado responsável por metabolizar mais de 50 medicamentos diferentes, fazendo com que a concentração do remédio no sangue atinja níveis tóxicos!

Ilustração: 💊 Interações Medicamentosas

🧪 Tarjas e Classificação ANVISA

Entenda a diferença entre MIP, tarja vermelha e tarja preta

Saber classificar os medicamentos pela tarja é fundamental para o atendimento no balcão:

🔹 Medicamentos ISENTOS DE PRESCRIÇÃO (MIP) — Tarja Verde: • Podem ser vendidos sem receita médica • Exemplos: dipirona, paracetamol, ibuprofeno (doses baixas), loratadina, simeticona • O atendente pode orientar e sugerir (dentro dos limites legais) • Atenção: mesmo sem receita, é importante perguntar sobre outros medicamentos em uso

🔹 Medicamentos TARJA VERMELHA: • Exigem receita médica (retenção ou não, conforme o caso) • Antimicrobianos (RDC 471) — receita retida • Anti-inflamatórios de dose alta • Anticoncepcionais • A receita pode ser comum (não precisa de modelo especial)

🔹 Medicamentos TARJA PRETA: • Exigem receita de controle especial (B1) ou notificação de receita (A) • Maior potencial de dependência ou risco • Exemplos: Rivotril, Frontal, Ritalina, Zolpidem • Receita retida na farmácia sempre

🔹 Medicamentos RETINÓIDES: • Isotretinoína (Roacutan) — exige termo de consentimento e receita especial • Controle rigoroso devido ao risco de malformações fetais • Exige acompanhamento médico com exames de sangue regulares

🔹 Importante: no Brasil, a farmácia é um estabelecimento de saúde (Lei 13.021/2014). O atendente pode orientar, mas a responsabilidade técnica é do farmacêutico.

Sabia que?

A dipirona (metamizol) é um dos analgésicos mais vendidos no Brasil, mas é proibida em mais de 30 países (incluindo EUA, Reino Unido e Japão) devido ao risco raro de agranulocitose — uma queda drástica dos glóbulos brancos. Isso mostra como a regulamentação varia no mundo!

Ilustração: 🧪 Tarjas e Classificação ANVISA

Dica do dia

Sempre confira a data de validade e o lote do medicamento antes de dispensar. Um medicamento vencido perde eficácia e pode fazer mal.

No balcão

Se o cliente pedir um medicamento controlado sem receita, oriente com educação: explique que a legislação exige prescrição para proteger a saúde dele.

Segurança

Medicamentos com nomes ou embalagens parecidas (look-alike, sound-alike) são causa comum de erro de dispensação. Leia o rótulo duas vezes antes de entregar.

Farmacêutico responsável

O farmacêutico recomenda

Este guia foi elaborado com base nas normas da ANVISA, resoluções do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e nas boas práticas de dispensação. Conteúdo educativo — não substitui a consulta ao farmacêutico ou médico.

Referências oficiais

Conteúdo atualizado em junho de 2026. Consulte sempre as fontes oficiais para versões mais recentes.

Criado pelo Farmacêutico Thiago Biasoli Garcia Piola — CRF/SP 58.519

Criado por Thiago Piola

Conteúdo educativo — não substitui orientação do farmacêutico ou médico.

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